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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

...

Epah como eu sei que prometi acabar com as estórias lamechas e tal fui descobrir este simpático textinho do xô Fernando Alvim não sei onde e quando chegarem todos ao fim mes amies vamos lá concordar que está assim uma coisa muito engraçada... boas leituras de mais um textão!!

 

"Antes de tudo, há que reconhecer que este poderia ser um belo nome para um daqueles livros que as pessoas oferecem umas às outras apenas e só pelo título e que usualmente se encontram em qualquer bomba de gasolina, no corredor do fundo, lado esquerdo, junto aos jornais. Não interessa o autor, nem se alguma vez se leu alguma coisa, nem se os críticos do «Mil Folhas» falaram bem, o que importa mesmo é a mensagem que o título oferece a quem o recebe. E se depois lá dentro, nas páginas que se refugiam na capa, o conteúdo não for grande coisa, isso de nada importa. Entrega-se o livrinho como se estivéssemos a entregar uma senha de papel com uma mensagem, a fazer olhinhos, para a miúda que está na carteira ao lado: «Vai onde te leva o coração!», «Fazes-me Falta!» «Não há coincidências» e claro o inevitável «Amo-te». Houvesse um medicamento que, depois de tomado, nos fizesse esquecer a pessoa que amamos e as farmácias ficariam inundadas de gente à sua procura. Existisse uma operação que nos removesse a parte da memória que nos faz lembrar esse alguém e ficariam enormes as listas de espera para essa cirurgia. Mas não existe. Não há. Não se vende, nem se opera. Mas pode-se esquecer? Pode. Como assim? Ora, usando uma técnica vulgarmente usada pelos bombeiros para extinguir os incêndios. O lendário truque do «Fogo contra Fogo» que basicamene consiste em lançar outro fogo em direcção ao que vem a arder. Assim queima-se uma área que ainda não esteja ardida, para que quando o fogo lá chegar nada mais tenha para arder. E é limpinho. O que há a fazer é queimar o que ainda houver de bom e fazer com que as coisas que estejam associadas à pessoa que queiramos esquecer não nos pareçam assim tão agradáveis. E quando ela - leia-se o incêndio - aparecer, já só resta terra queimada. E assim, aproveitando esta bonita analogia dos incêndios, é justo revelar que aqui o grande problema é o vento, o vento que pode reacender as chamas. E esse vento pode ser uma chamada dela - que ninguém atenda o telefone - uma súbita vontade de lhe ligarmos nós, às quatro da manhã com uma voz notoriamente embriagada - apague-se já o número - o vento pode ser uma foto dela ainda no quarto - que se guarde isso numa gaveta escura - uma carta que imbecilmente relemos - perigo, perigo! - aceitarmos um convite para jantar a dois sob o pretexto de irmos falar sobre o ambiente no mundo - isso será muito arriscado - ir a casa dela rever a primeira temporada dos Sopranos em DVD - que fique claro, ao aceitarem o convite, isto já nem será vento, mas possivelmente, um tornado. E assim, voltando à perniciosa técnica do fogo contra fogo, o mais importante é queimarmos tudo à volta sem usarmos um único fósforo. É dizermos «isto é muito bonito e tal, mas eu tenho de sair daqui antes que se faça tarde» e assim, ao não permitirmos recaídas que sabemos que só irão adiar o inevitável, extinguiremos o pouco que vai existindo até que tudo fique reduzido a cinzas, tão frias e inertes, que nenhum vento será capaz de reanimar."

 

 

O Alvim estava implacável...ou terá queimado qualquer coisita??

 

 

 

 

 

 

 ...o fruto proibido....

 

Misteriously J

sinto-me: Estranhamente Feliz-parte II
música: Down on my knees - Ayo
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publicado por thestarsareshining às 20:52

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4 comentários:
De Miss. M a 12 de Novembro de 2008 às 00:55
Cara M. J. Chamuscada:
Esta técnica tem que se lhe diga... o fogo contra fogo á algo que se insiste em utilizar, vezes sem conta, e quando se pensa que já aredeu tudo o que havia para arder lá voltam os ventos do norte para atear o que já deveria ter sido esquecido.
E quando das cinzas já começam a nascer as novas plantinhas lá volta de novo a calamidade que não é mais que um fogo de palha, que dá conta da área protegida em três tempos.
Enfim, deviam ser tomadas medidas de protecção contra esse tipo de incêndios, mas daquelas a sério! E não apenas alertas amarelos quando o calor começa a aquecer, pois quando menos se espera....
Mas o importante é não deixar que a área ardida dure muito tempo, aproveitar sempre os beneficios que esses incêndios deixam no terreno e dar espaço para novas plantinhas....que voltam novamente a ser queimadas ao mais pequeno deslize.
Pronto, já não vou ser tãp pessimista, mas acho que a vida é mesmo assim, mal se apaga um, vem logo outro!
Beijo*


De thestarsareshining a 12 de Novembro de 2008 às 11:56
Minha caríssima Miss M,
Afinal quem não gosta de se queimar? Sentimo-nos vivas...se tudo for fácil a vida deixa de ter piada e quem não gosta de bater com a cabeça uma vez mais e outra e outra? Temos que fazer dos nossos campos ardidos livros para aprendermos a usar um extintor das próximas vezes e sermos mais cautelosas quando brincamos com ele :)

Um beijinho gigantola pa ti**


De Lindona a 12 de Novembro de 2008 às 00:56
Sábias palavras, mas falar como se cura a bebedeira dos outros, quando se está sóbrio, é sempre fácil.

Sabes, muitas vezes sou mais adepta do que já dizia uma das esquizofrenias de Pessoa, nomeada de Ricardo Reis: "desenlacemos as mãos, Lídia", no poema "Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio".
O senhor basicamente diz que nem vale a pena dar as mãos à Lídia, em jeitos de engate, se à partida desconfia que se vai enamorar e que, por consequência, a moçoila o vai fazer sofrer.
Também é uma teoria interessante.

Navegando entre um Carpe Diem e a teoria do "Xô, nem queiro saber" é difícil perceber afinal que postura é que se deve adoptar nessa aventura que é o... amor (até me custa usar a palavra, por falta de uso! :) )

Amar para sempre, amo a minha mãe.

Tenho dito.

;)



De thestarsareshining a 12 de Novembro de 2008 às 12:02
Lindona,
De facto a questão do amor, palavra que tal como tu pouco uso lhe dou, é assim uma coisa...o Ricardinho lá dizia umas coisas jeitosas mas a verdade é que se quando nos apaixonarmos por um alguem não queremos "arder" então mais vale apaixonarmo-nos por uma porta certo? Isso é só um risco a que estamos expostas tal como outro qualquer, tanto podemos ser atropeladas ao atravessar uma estrada como sem qualquer razão aparente nos apaixonamos por uma pessoa...é a vida!
Amar para sempre?? A minha familia que está sempre lá na alegria e na tristeza, no bom e no mau, no grito e na risada...estão :)

Bisou**


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